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Precisamos falar sobre burnout.


O burnout é um transtorno psíquico com sintomas muito parecidos com o estresse que atinge 30% dos trabalhadores Brasileiros.

A grande diferença entre o estresse e o burnout é que este tem relação direta com a vida profissional.


O burnout é uma doença?

Em janeiro de 2022, a Síndrome de Burnout foi incluída pela OMS na 11ª Revisão da Classificação Internacional de Doenças, ou na CID-11, não como uma doença médica específica, como é a depressão, ou uma condição de saúde mental. Ela está enquadrada no capítulo “Fatores que influenciam o estado de saúde ou o contato com os serviços de saúde” – ou seja, apanhado que engloba motivos pelos quais as pessoas entram em contato com serviços de saúde, mas que não são classificadas exatamente como doenças.

O burnout não é uma doença ou um transtorno mental, é o resultado do esgotamento provocado pela sobrecarga de trabalho e da exposição contínua a situações de estresse no ambiente de trabalho.


O que é a síndrome de burnout?

Síndrome que resulta do estresse crônico no ambiente de trabalho, ligada a demanda excessiva, insatisfação com a recompensa financeira e emocional e falta de propósito. Provoca distúrbios do sono, irritabilidade, falha de memória e exaustão, que não passa nem com férias.

Na prática a síndrome de burnout é o acúmulo de estresse que atinge o ponto de exaustão.


Associado a algo negativo, o estresse é essencial em nossas vidas. É uma resposta adaptativa do organismo provocada por novidades, desafios ou ameaças. De acordo com o psiquiatra Pedro Shiozawa “O estresse nos faz aumentar o desempenho. Só quando estamos estressados nos preparamos melhor. É o estresse que nos faz melhorar nossa performance”.

Embora seja um mecanismo essencial para a manutenção da vida, ele pode se tornar patológico quando atinge o nível de exaustão.


O que provoca o burnout e quais são os sintomas?

A definição do burnout aponta que ele ocorre quando as demandas do dia a dia, os estressores e nossas recompensas e propósitos estão desalinhadas.

Existem três sintomas principais.

· Perda de energia ou exaustão física e mental.

· Distanciamento emocional do trabalho.

· Queda de eficácia profissional.


Classificado agora como uma doença ocupacional, um “estresse crônico de trabalho que não foi administrado com sucesso”, o burnout está, portanto, exclusivamente associado ao trabalho. Isso significa que, na prática, as empresas precisam estar atentas à síndrome – e podem ter implicações legais e trabalhistas caso não contem com programas que contemplem a saúde mental.


AMBIENTES TÓXICOS

Têm carga excessiva de trabalho

Remuneração inadequada

Alta complexidade e hostilidade nos relacionamentos


MANIFESTAÇÕES DO BURNOUT

Queda de produtividade

Estafa que não passa nem com férias

Cinismo e distanciamento emocional


Como criar um ambiente sem burnout?

“As ações da empresa podem gerar saúde, felicidade e qualidade de vida a nível individual, mas também possibilitam uma melhora no clima organizacional, que pode ser refletida em melhor produtividade, integração entre equipes e resultados positivos para todos.”

(Ieda Mertz, General Manager da Optum Brasil)


Ambientes extremamente competitivos e de muita pressão por resultados são locais mais propícios a provocar burnout nos colaboradores. Mas a síndrome pode acontecer em qualquer outro local. “Precisamos lembrar que o burnout também pode aparecer em cenários em que o profissional não se sente preparado para a ocupação que exerce ou onde lideranças despreparadas criam um cenário de estresse e tensão intensos”, diz Ieda Mertz. “Outras situações podem impactar também a saúde mental do colaborador, como viagens de trabalho excessivas, reestruturações nas empresas, crises econômicas etc. “O clima do ambiente de trabalho é essencial não apenas para prevenir o surgimento do burnout, mas também para possibilitar que eventuais casos sejam identificados e encaminhados precocemente para a área de Recursos Humanos ou de Saúde Ocupacional


ESTRATÉGIAS PARA CUIDAR DA SAÚDE MENTAL

Por mais saudável que seja uma empresa, o colaborador pode não se sentir confortável em levar questões pessoais para o RH. Um serviço de apoio capacitado, seguro e isento é fundamental para desenvolver a cultura de saúde e bem-estar.


PROGRAMAS DE APOIO À SAÚDE MENTAL

Um ambiente que valoriza esses pontos gera mais segurança e colaboração entre as equipes. Quando existe transparência, existe também abertura para que questões delicadas sejam debatidas, aumentando a confiança individual e coletiva.


TRANSPARÊNCIA E INTEGRAÇÃO

Empresas que possuem e investem em times heterogêneos, com diferentes experiências, pontos de vista e visão de mundo, criam um cenário rico, que estimula um ambiente mais inovador, mais produtivo e no qual existe muito mais diálogo.


INCENTIVO A DIVERSIDADE E INCLUSÃO

A ferramenta é de extrema importância para conhecimento dos padrões presentes na empresa e identificação das necessidades mais latentes da empresa. Permite criar uma estratégia assertiva e combater os problemas na raiz.


SAÚDE MENTAL NÃO É MIMIMI: É ESTRATÉGICA E URGENTE

Nos últimos anos, debater sobre questões emocionais nas empresas e em nossas vidas tem deixado de ser um tabu, coisa que a pandemia também escancarou. “Quando o estigma é reduzido, os casos que antes eram reprimidos ou classificados de outras formas tendem a emergir de forma mais evidente. Empresas que oferecem programas e apoio emocional geralmente encontram menos resistência em debater esse tema com os líderes e colaboradores”, diz Ieda. Ela diz acreditar que o movimento que ocorre agora com o burnout é o mesmo que aconteceu quando se começou a falar mais sobre depressão e ansiedade.

Fonte: Sodexo

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